A exemplo do pedido de criação do Estado Palestino na ONU, que depende da votação do conselho de segurança, que ao que tudo indica ira vetar sua criação pela maioria de seus membros e mergulhar o oriente médio em um novo mar de sangue entre Palestinos e Israelenses, a decisão de candidatos viáveis ao cargo de executivo em nossa cidade, ao que se percebe dos cidadãos, depende da benção de integrantes de uma espécie de conselho...
O surgimento de um candidato ao cargo majoritário que não saia da seara dos eternos, e porque não dizer vitalícios mandatários de nossa terra, é o suficiente para se argumentar sobre os absurdos de fulano, sicrano ou beltrano concorrerem ao cargo eletivo...
Onde já se viu, dizem as línguas, fulano não é de família tradicional, sicrano, há, esse nunca foi Prefeito e beltrano? Pior ainda... não tem dinheiro, é um pobre coitado...
Bom, para vereador é outra história, o extrato social de qual é oriundo o cidadão eleito é mais flexível, uma vez que o poder em questão “deve comportar todas as representações possíveis da sociedade”, e buscando exemplo também no conflito entre Palestinos e Israelenses, alguns dos eleitos, a maioria, lutarão com fuzis automáticos de última geração protegidos por coletes a prova de bala, e a minoria restará atirar pedras inofensivas, sem mesmo arranhar o esmalte do poder ...
A livre admissão de qualquer cidadão a qualquer cargo eletivo que desejar pleitear no território Nacional, esta estampada em nossa Constituição Federal e deve ser respeitado em qualquer parte da federação, independente de que família pertença, pois não estamos em um Estado medieval feudal; de haver exercido anteriormente o cargo pleiteado, afinal experiência não quer dizer necessariamente competência, ou do seu poder financeiro, pois a riqueza material nem sempre corresponde a riqueza de capacidade administrativa...
Antes de falarmos em candidatos, falemos em respeito, aclamemos a democracia.
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