"por que ter bom senso, como um dia proferiu Aristóteles, é ter um elemento central da conduta ética, uma capacidade virtuosa de achar o meio termo e distinguir a ação correta, uma filosofia de vida, que supõe certa capacidade de organização e independência de quem analisa a experiência de vida cotidiana.
Cronologia da Paróquia de São João Batista de Guareí
Meu amigo Celso se mistura a história recente da Igreja Católica em Guareí, sendo citado em determinado momento no livro de tombo, honra onde também se encontram os nomes de eméritos guareienses do passado.
E ninguém melhor que ele para ter realizado este trabalho de garimpagem sobre a história da mesma, desde seu antigo passado até os dias atuais.
Fonte de importantes informações acerca da evolução ou estagnação religiosa e social do Município onde a mesma esta instalada desde o ano de 1.905
Fonte de consulta-http://saojoaoguarei.tripod.com/cronologiadaparquiadesojoobatistadeguare/index.html
CONSIDERAÇÕES pelo realizador CELSO ANTÔNIO ALMEIDA ou “CELSINHO DO ZÉ DO OLEGÁRIO”
Observação importante: Todos os textos constantes desta cronologia respeitam as diferentes grafias das épocas em que foram escritos, e são reproduções fiéis daquilo que os vários párocos escreveram de próprio punho, salvo indicação em contrário (geralmente entre parênteses).
Foi o Pe. Élcio quem me deu a desgastante porém extremamente prazerosa tarefa de compilar os fatos mais importantes da nossa Paróquia, desde a sua fundação, há cem anos. É fato que ele me deu um prazo bastante generoso para levar a cabo tal empreitada, mas eu, como é costume entre os jornalistas – e entre os brasileiros em geral -, deixei tudo para a última hora. Por “última hora” entenda-se o dia 9 de junho de 2005, uma quinta-feira. Faltei do trabalho e me debrucei sobre os dois Livros de Tombo da Paróquia, o primeiro compreendendo os anos de 1905 a 1960 e o segundo de 1961 até o presente. Tendo por companhia apenas alguns milhares – quiçá milhões? – de ácaros e a supervisão de minha esposa Tatiana, parti rumo ao passado, como o Viajante do Tempo do conhecido livro de H.G.Wells, e me vi novamente no início do século; não deste século, bem entendido, mas do século passado, o distante ano de 1905. Um lugar com pouquíssimos automóveis, sem telefones celulares (o que não chega a ser uma coisa de todo má, convenhamos...), sem internet. Um mundo que ainda não passara por nenhuma Guerra Mundial, um mundo mais inocente. Foi neste distante mundo de um século atrás que desembarquei da minha “máquina do tempo” e me sentei ao lado do primeiro Padre desta cidade, Biagio de Mugnano, que era chamado por nossos conterrâneos de outrora de “Braz”. E não parei mais. Acompanhei o Pe. Tomaz queimando livros “hereges” em praça pública, em sua cruzada contra os “protestantes”; vi Pe. Júlio se maravilhar com a transmissão ao vivo do Concílio Vaticano II; acompanhei nossa Igreja Matriz sendo construída e reformada aos poucos, sempre contando com a boa vontade dos guareienses – nossos pais e avós e, mais recentemente, nós próprios – e o empenho dos párocos. Vi nossa “Parochia” se tornar Paróquia, e “Guarehy” se transformar na nossa cotidiana Guareí. Vi muitas coisas, que agora compartilho com vocês. Boa leitura! Ou deveria dizer boa viagem?
1905 – 2.005
Pe. Biagio (“Braz”) de Mugnano
1905 – A Egreja Matriz, encontrei-a em deplorável estado, pois transformara-se em viveiro de aves nocturnas. Os fiéis d’esta Parochia, olhando pesarosos para o seu templo em ruínas, mal collocado, fora do alinhamento, difficil para ter a construção terminada; e attendendo que a sua posição não correspondia à “summa” de sacrifícios e boa vontade que se empregassem para isso, tomaram a resolução de reconstruir a Matriz em logar mais apropriado. Para esse fim, constituiu-se uma commissão, que ficou composta dos Señres [Senhores] Antonio Abio da Rocha, como presidente, Ete. [Escrevente] Annibal Castanho de Almeida como secretário, Major Porphirio Vieira de Camargo, thesoureiro, Ete. Eliseu Ayres do Amaral e João Soarez de Oliveira, membros. Esta commissão, em reunião effectuada, deliberou levar a effeito esse acto, achando-se já começados os primeiros fundamentos da nova Matriz.
População: A população desta Parochia, segundo o recenseamento de 1900, é computada em 5.074 habitantes. Neste número contam-se 2.618 do sexo masculino e 2.456 do sexo feminino; 4.824 catholicos e 250 protestantes.
1906 – Não há registros referentes a este ano.
Pe. José Gorga
1907 – Convidamos o bom povo de Guarehy a continuar a dar o bom exemplo de firmeza em sua fé religiosa e esforço para a conclusão breve de sua Matriz. (D. José Marcondes, Arcebispo de Ptolomaide, Visitador Diocesano)
1908 – Não há registros referentes a este ano.
1909 – Não há registros referentes a este ano.
Pe. Francisco José Seródio / Pe. Antônio Augusto
1910 – Fomos recebidos festivamente pela população e hospedados fidalgamente pelo sñr [senhor] Annibal Castanho d’Almeida, distincto catholico a quem muito deve esta parochia, pelo seu zelo e bom exemplo. (D. Lúcio, Bispo de Botucatu)
Pe. Antônio Torres
1911 – Não há registros referentes a este ano.
Pe. Melchiades Augusto Jefferson / Pe. Antônio Henrique Pereira
1912 – Não há registros referentes a este ano.
Pe. José Marques da Cunha
1913 – Não há registros referentes a este ano.
1914 – A egreja é boa, precisando, contudo, de alguns reparos. Encitamos o povo catholico a cuidar disso para que, dentro em pouco, haja aqui um templo majestoso, o que se dará concluída a egreja. (Mons. Paschoal Ferrari, Visitador Diocesano)
Pe. Arthur Silveira
1915 – Não há registros referentes a este ano além do termo de posse do Pe. Arthur Silveira.
1916 – Por muitos annos a Parochia de São João Baptista de Guarehy esteve sem Vigário definitivo. Ora era encarregado de dirigi-la o [Vigário] de Rio Feio, ora o de Angatuba e, sendo estas localidades distantes, elles aqui vinham só uma vez por mez.
O povo, alliás muito religioso, com essas escassas visitas aos poucos foi se esquecendo de seus deveres de piedade, acontecendo que, nos domingos marcados para a visita à Parochia, diminuto era o número de fiéis que acorriam para assistir aos actos religiosos. A mesma população urbana era pouquíssimo affeiçoada à Igreja.
A igreja estava por dez annos sem uma demão [de tinta], e em perigo de se perder o fructo de tanto sacrifício.
1917 – Não há registros referentes a este ano.
1918 – Não há registros referentes a este ano.
1919 – Durante o meu parochiado, que foi de cinco annos, tive o prazer de ver as obras da Igreja Matriz tomarem novo impulso e, se não ficaram terminadas, deve-se attribuir ao alto preço dos materiais.
Porém o maior de todos os trabalhos, e o mais proveitozo, foi a fundação do Apostolado do Sagrado Coração de Jesus, que floresceu com immensa vantagem para toda a Parochia.
Pe. José Augusto Saraiva
1920 – Foi feita uma communhão geral no dia 4 de abril de mil, novecentos e vinte pelos meninos do cathecismo. Commungaram 40 meninos e 60 meninas, indo depois tomar café na casa de Annibal Castanho de Almeida.
1921 – Registro ilegível (muito apagado).
Pe. Arthur Silveira
1922 – Tenho vindo a esta Parochia duas vezes por mez, com pouco fructo espiritual, pelo que já pedi várias vezes à S. Excia. Remma. [Sua Excelência Reverendíssima] que mande quanto antes um Vigário zeloso a esta Parochia, que muito precisa de Vigário.
Pe. João Manoel da Rocha Araújo
1923 – Em outubro de mil, novecentos e vinte e três falleceu o sñr [senhor] D. Lúcio, de saudosa memória, digníssimo Bispo de Botucatu.
1924 – Em mil, novecentos e vinte e quatro, foi a Diocese de Botucatu dividida em três, sendo Botucatu, Sorocaba e Santos; pertencendo esta Parochia a Sorocaba.
1925 - Durante os dous annos seguintes de minha parochialidade, procedi da mesma fórma que no primeiro.
Pe. Carlos Regattieri
1926 – O Pe. João Manoel da Rocha Araújo, por motivo de saúde precária, deixou a direcção desta Parochia, a 25 de setembro de 1926, retirando-se para a Diocese de Pouso Alegre (Estado de Minas Geraes). A Parochia foi anexada à de Itapetininga, cujo parocho é o Pe. Carlos Regattieri.
Pe. José Dias Machado
1927 – Compra da Casa Parochial: Com alvará da Cúria Diocesana de Sorocaba, de 31 de janeiro de 1927, Sr. João de Moraes Junior recebeu escriptura de compra por parte da Mitra de Sorocaba de parte do edifício e quintal da Câmara Municipal de Guarehy, sito no largo da Matriz, nos fundos desta, medindo onze metros de frente por setenta de fundo. O prédio adquirido, que se destina a servir de residência aos Vigários desta Parochia, é todo de tijolos, com um portão e quatro janellas. A escriptura foi passada a três de março de 1927, no Cartório do Tabellião Lucidoro de Campos, e está archivada na Cúria Diocesana de Sorocaba.
Pe. Carlos Regattieri / Pe. Luiz Castanho de Almeida
1928 – A 31 de maio de 1928 cheguei a esta parochia, provisionado como Vigário Ecônomo. Reunindo de novo os elementos necessários para o acabamento da Matriz e aproveitando-me da boa vontade do povo e da “comissão de obras”, depois de preparados os fundamentos, começamos a levantar os muros da Capella-mór a 11 de junho. (Pe. Luiz Castanho de Almeida)
Pe. Manuel Antonio da Silva Leite
1929 – Não há registros referentes a este ano.
Pe. Luiz Castanho de Almeida
1930 – O Revmo. Snr. Pe. Manuel Antonio da Silva Leite foi o Vigário de Guarehy até o dia 10 de maio de 1930, mais de anno e meio, portanto, removido então para a de Cesário Lange, depois de sollicitar sua demissão.
Durante o seu parochiato terminou-se a construção da Capella-mór, inaugurada a 24 de junho de 1929.
As obras da Matriz: Achei opportuno marcar aqui que o reinício das “obras da Matriz”, isto é, fôrro e pintura da nave central, se deu a 11 de agosto de 1930, e que o nicho de São João, que veio de certo modo completar o altar-mór de mármore, se inaugurou alguns dias antes.
Os protestantes de Guarehy: Várias vezes neste livro do Tombo se fazem referências ao avultado número de protestantes desta Parochia. Entretanto, actualmente, agosto de 1930, existem na cidade apenas 88 protestantes, inclusive crianças de até alguns meses, formando 11 famílias. Nos bairros há apenas uma família de 5 ou 6 membros e outra de 3 ou 4, no Jacutinga e na Campininha. Uma centena, pois.
P.S.: Para a futura história, registe-se que não há nesta Parochia, e quase nem se conhecem, as pragas do espiritismo e da maçonaria.
Damos por encerrados definitivamente os trabalhos com que ultimamos a querida Matriz.
Acha-se o povo muito satisfeito com vêr sua igreja esbelta e garrida.
1931 – Mez do Coração de Jesus: Há a reza do terço, ladainhas do Coração de Jesus e leitura piedosa todas as noites, mas com pequena concorrência, excepto nos domingos. Communhões: 260.
1932 – Capella do S.S. [Santíssimo Sacramento]: Começou a pintura e decoração pelo artista sñr [senhor] Edmundo Gagni, em fins de janeiro. O serviço é custeado pelo benemérito fazendeiro Gabriel Joaquim de Meira.
Pe. João Benedetti
1933 – Acho bom este povo, mas não freqüenta a igreja como deveria freqüentar. Especialmente no tempo de chuva, [tendo como] causa um pouco as ruas da cidade lamacentas, [deixando] quase deserta a igreja, até nos domingos.
O que acho ruim é que, nos sítios, o Padre não é querido. Querem fazer rezas, fazer festas, mas não querem o Vigário.
Pe. Joaquim Ferreira Innocêncio
1934 – Movimento parochial no mez de maio de 1934: Baptismos: 28; Encomenda de óbito: 1; Confissões e comunhões: 76; Pregações e leituras: 30; Uncção a enfermo: 1.
1935 – Domingo de Páscoa (dia 21 de abril): É o Dia do Senhor por excelência, em que se comemora Sua Gloriosa Ressurreição do túmulo, argumento da nossa fé, esperança segura de nossa salvação.
Às 4 horas (manhã): Procissão do Senhor Ressuscitado, encontro com a Santíssima Mãe nas ruas Siqueira Campos e Rio Gde. do Sul.
Pe. Antônio Joaquim Pereira
1936 – Não há registros referentes a este ano.
1937 – Neste livro do “Tombo”, registem-se os principaes acontecimentos que possam de futuro interessar o histórico da Parochia. (D. José Aguirre, Bispo Diocesano de Sorocaba)
Paróquia de Guareí anexada à Paróquia de Itapetininga
1938 – Não há registros referentes a este ano.
1939 – Não há registros referentes a este ano.
Pe. José Antonio Pabón
1940 – Casa Parochial: Na Casa Parochial existem os seguintes móveis e objectos :
1o.) 1 armário parochial
2o.) 3 mesas, sendo uma para despacho, outra para sala de jantar e uma para cosinha.
3o.) 2 camas de solteiro “Talento”
4o.) 2 colchões com dois travesseiros
5o.) 1 cobertor, 1 lençol e uma colcha branca
6o.) 1 Toilete com espelho
7o.) 1 suporte com bacia e jarro esmaltado
8o.) 1 lampeão de Kerosene
9o.) 3 quadrinhos do Sagrado Coração de Jesus, São João Batista e Sagrado Coração de Maria
10o.) 1 sofá de palhinha, 2 poltronas e mais 6 cadeiras de palhinha e táboa
Pe. Agostinho Picard
1941 – No dia 25 de abril o desenhista me entregou a planta da reforma de nossa Matriz. Convoquei uma reunião da commissão para estudar a planta e tratar de diversos assuntos. Uma cópia da planta foi entregue a diversos constructores de Itapetininga e Tatuí para escolhermos o mais econômico. Alguns dias depois levei a planta ao Senhor Bispo, que approvou cordialmente a planta e abençoou de todo coração os nossos serviços.
Pe. Lamberto Prins
1942 – Dia 22 de agosto. O Brasil acaba de declarar guerra aos paízes eixistas: a Alemanha e Itália.
A notícia impressionou a todos. Deus nos livre dos horrores sob os quais outros povos gemem. Que o bom Deus nos dê a paz e a vitória!
1943 – Vinte e quatro de setembro. Ontem deu-se início às festividades tradicionais em louvor do Divino Espírito Santo, promovidas pelos festeiros José Lino de Oliveira e Luiza Maria da Conceição. É supérfluo enumerar aqui as diversas partes do programa. Cumpre assinalar que o tempo não nos favoreceu. Há alguns dias já a chuva refresca as terras áridas, trazendo porém um frio intenso. Os lavradores estão contentes, portanto não podemos queixar-nos, visto que a chuva preenche uma necessidade; compreende-se, porém, que isto não favorece a concorrência a uma festa religiosa em grande escala.
1944 – Novembro. Pilhas de tijolos se vêem ao lado da Matriz. É bom sinal. Antes de iniciar a pintura externa da Matriz serão feitas as capelinhas laterais, conforme a planta. O pouco dinheiro que temos em caixa dá para êste fim. O trabalho foi orçado em Cr$ 6.000.
Pe. Tiago van Maren
1945 – Durante este ano o movimento das crianças estava bem animado, graças aos trabalhos incansáveis do senhor Osvaldo Gemignani, que dá catecismo todo domingo e reza a cada noite o terço na Igreja, com grande assistência de crianças.
1946 – A festa do Divino Espírito Santo realizou-se de 14 até 22 de setembro, tendo como festeiros Domingos Pereira de Andrade e Maria da Costa Andrade, e rendeu Cr$ 3.500,00. Com este saldo foram comprados uma toalha para o altar e um crucifixo e seis castiçais de cobre.
Também ficou pronta a escadaria em frente da Igreja, feita conforme orientação do Exmo. Sñr. Bispo, por ocasião de sua visita pastoral.
1947 – Com a renda destas duas festas [de São João Batista e do Divino], foi construído o côro de cimento armado.
No fim do ano escolar, depois de ter obtido o privilégio do altar portátil, visitei todas as escolas nos bairros, para facilitar a primeira comunhão das crianças. Também muitos adultos aproveitaram para fazer a sua primeira comunhão, e muitos também fizeram a sua comunhão de páscoa.
1948 – Quasi todos os mezes vou visitar as capelas da Vileta e da Vitória, que estão situadas em bairros bem populosos, mas em que a praga protestante faz muitos estragos.
Pe. Plínio Pereira Negrão
1949 – A festa de São João Baptista, padroeiro da Parochia, correu animada. Por diversos motivos não consenti que houvesse tourada, o que causou sérios dissabores. No entanto, com o tempo espero que tudo se normalize.
1950 – 1/11 Proclamação do Dogma da Assumpção de Nossa Senhora ao Céu – também nesta Parochia foi commemorada esta proclamação com festa espiritual e uma linda procissão.
1951 – Foi o seguinte o movimento religioso no decorrer de 1951: Baptizados:226; Chrismas: 782; Communhões: 4.310; Casamentos: 61; Extremas Unções: 17; Viáticos: 27; Bênçãos Apostólicas: 9; Enterros: 8; Homilias: 44 e 102 Pregações.
1952 – Infelizmente o Vigário tem que contar com uma espécie de reacção: para tudo quanto elle faz, homens, que se dizem de bem, fazem sua opposição – ainda por causa do que elles dizem – Campanha Política – que, segundo elles, o Padre teria feito durante as eleições. Fique isso escrito aqui para constar, e à espera de dias melhores.
1953 – Poucos acontecimentos a registrar durante este anno. Alguns factos dignos de nota, o mais sem importância capital.
1954 – Por que será que o povo não corresponde aos desejos de Nosso Senhor? Poucas confissões, poucas comunhões! Nem os bairros se interessam pela visita do Padre!
Pe. Tomaz M. Freitas
1955 – Desoladora a situação da Paróquia: casamentos ilegais, ignorância crassa da religião no centro e nos bairros, frieza até o último grau pela santa causa de Deus. Soberba, brigas em público, uniões públicas com várias companheiras, propaganda agressiva, mordaz, dos protestantes, pouquíssima freqüência à Sta. Missa dos domingos, à Stíssima. Comunhão e Confissão, vícios de jogos e bebedeiras por todos os recantos dos bairros afetados de heresia e na cidade mesmo, o bairro todo da Vitória entregue à heresia, Vileta muito contaminada, agressivismo e desarmonias devido à política, festas religiosas nada quase rendendo, sendo que mais pensa o povo em comer e beber do que em auxiliar a Igreja, que está na pobreza: paramentos muito usados, faltam sinos, falta o jôgo de alto-falantes, falta salão paroquial, falta máquina de projeção para instrução catequética, faltam completamente as alfáias nas capelas dos bairros, sendo que em muitas falta até o espaço para o pouco povo que acorre.
1956 – Foi repintada a Igreja por dentro e por fóra: por fóra, bem mal! Já está parecendo barracão largado, novamente, porque não rasparam bem, antes de pintar.
1957 – Como solenes atos novos, tivemos a queima pública de livros heréticos e a ereção de grande cruzeiro de concreto no alto da nascente, em lugar bem visível. Esta queima de livros tem refreado um tanto a campanha de difusão de livros por parte das seitas.
1958 – Quanto a êste pobre Padre que se despede, confessa francamente que ficou conquistado pelas boas qualidades do povo católico desta Paròquiazinha: gente hospitaleira, dinâmica, cooperadora, alegre da verdadeira alegria cristã. Levo-os no coração, e esta despedida me despedaça a alma.
Mons. João Batista Ribeiro
1959 – Instalou-se a Congregação da Doutrina Cristã, sendo
Diretora... D. Maria Ap. R. Camargo
Presidente... Carmo José Stanislau
Secretário... Vitorino Vaz
Tesoureiro... João Serafim dos Santos
Chefes de Centros: Matriz – Laurentina Rocha; Abrigo – Ana Francisca Leme
Catequistas:
1. Maria Ap. Máximo
2. Elvira Correia Silva
3. Pérola Conceição Barros
4. Maria Elildes de Góis
5. Maria Ivanilde de Góis
6. Maria Madalena Souza
7. Eva Ap. Saldanha
8. Juraci de Barros
9. Paulo Nogueira
10. Elvira Soares
11. Airton da Costa Barros
12. José Celso de Almeida
13. Anísia Stanislau da Conceição
1960 – Ó, Guareí!... tens tanta má fama pelas tuas redondezas e não és como dizem! Deixo-te nas mãos do teu Patrono! Levanta-te com mais fé para saíres da difamação em que estás. Que os hereges que te difamam voltem para Deus e para Nossa Senhora.
1961 – Agora, fomos surpreendidos com a notícia da morte improvisa de Mons. João B. Ribeiro, em Sarapuí, sua terra natal, em a noite de 25 de nov., aos 53 anos de idade. (D. José Aguirre, Bispo Diocesano de Sorocaba)
Pe. Júlio Prestes Holtz
1962 – 8 de janeiro de 1.962: Tomei posse desta minha primeira paróquia ontem à tarde. Todo o povo me esperava e até amigos de cidades vizinhas estiveram presentes... Côn. Luiz de Morais, de Itapetininga, Côn. Pedro M. Vieira, de Capão Bonito, e familiares. O snr. Prefeito, snr. Antonio Oliveira e Silva, entregou-me as chaves da cidade. Houve muitos discursos e foguetes... porque eu era o primeiro padre que iria morar na cidade após trinta anos sem sacerdote domiciliado na Paróquia.
Dia 11 de outubro – Abertura do II Concílio Vaticano: Uma solenidade de pompa, de grandiosidade, de repercussão nunca dantes vista. O Telstar a serviço da religião, a abertura do Concílio no écran [tela] dos televisores para milhões e milhões de espectadores extasiados em todo o mundo. Toda a imprensa escrita e falada noticiou em grandes reportagens a abertura do II Concílio Ecumênico do Vaticano.
O Papa João XXIII fêz o anúncio desse Concílio no dia 25-1-1959, e desde esse dia começaram os preparativos para a execução do Concílio.
O povo católico de todos os quadrantes rezou pelo Concílio, mesmo os protestantes, nossos irmãos.
1963 – Março: Mês dedicado a S. José. Infelizmente, fui obrigado a dissolver a irmandade de S. José, pelo mau exemplo dos associados, pois não freqüentavam os sacramentos, mas somente queriam usar a fita amarela. Quatro dos associados eram moços levianos.
***
Na verdade, o mundo ficou traumatizado ao ser anunciada a morte do bondoso Papa João XXIII. Amado e estimado por todos, não foi o Papa de transição esperado por todos, mas foi, na sua curta trajetória, o Papa que traçou corajosamente a reforma da Igreja no séc. XX.
Pe. Antonio Melo Vieira
1964 – Abril, 30. Finalizando êste mês temos que dar graças ao Senhor e à Virgem Santíssima, que olhou por nós e pelo nosso Brasil nesses dias conturbadíssimos. O último dia do mês transacto e o primeiro do presente, principalmente a noite que os medeia, foram os momentos mais agudos de uma crise da qual o Brasil não pôde escapar. Poucas horas depois de celebrarmos a noite da ressurreição, passávamos pela da insurreição; o Brasil, levantando-se contra si, os irmãos contra seus irmãos. Mas Deus nos salvou e não correu nenhuma gôta de sangue. Agora, fortalecendo-se com o governo novo, nosso paiz se restabelece. Que Deus guarde nossos chefes.
1965 – Março, 7: primeiro domingo da quaresma. A santa Igreja atualiza-se quanto à pastoral litúrgica, concedendo que, de hoje em diante, se possa usar o vernáculo na celebração da Santa Missa. Ninguém pode pressentir o bem que tal determinação vai causar aos fiéis. É a pastoral litúrgica que vai ganhar com isso. O povo poderá ouvir, compreender e, assim, dar seu assentimento, como pede a liturgia. Participar da liturgia é rezar com ela, é ter os mesmos sentimentos. Já podemos falar a Deus e ouvi-Lo em nossa língua, na liturgia.
1966 – Dezembro de 1966 – Estamos no Advento. Fiz um programa de visitas às capelas, mas o tempo chuvoso não permitiu cumpri-lo. Nada, porém, foi obstáculo ao povo fiel, que acorreu a festejar o natal do menino Jesus.
1967 – Março de 1967. Guareí não é paróquia que exija total presença do sacerdote. Aqui se passa a semana sem uma confissão, um chamado para doente; apenas no fim de semana vêm as missas, os casamentos, os batizados. A continuar aqui a semana tôda, morre-se de tédio.
Pe. João Afonso Morais
1968 – Maio – O mês de maio foi festejado com a recitação do Terço nos dias em que a Missa não era celebrada à tarde, sendo convidados paraninfos para cada dia.
1969 – Maio. – Neste mês, aos 3 de maio, a paróquia assistiu ao mau exemplo do Pe. Antonio Melo Vieira, que, sem autorização, realizou o seu casamento civil. Êle, que, por 4 anos, fôra pároco desta paróquia.
1970 – Março – Dia 22, domingo de Ramos, às 10 hs., saiu uma pequena mas piedosa procissão ao redor do Largo da Matriz, iniciando-se as festividades da Semana Santa.
1971 – Agosto – A comissão da Igreja resolveu mandar reformar a escadaria na frente da Matriz, construir calçadas de cimento ao redor da Matriz, e construir um jardim ao lado. Tudo avaliado em 26.000,00.
1972 – Dezembro – Neste mês, diversos casais participaram, em Itapetininga, da Reunião de Casais, e formaram, nesta paróquia, essa entidade.
1973 – Novembro: Dia 18, domingo, Santa Missa, às 19 horas, e celebração das Bodas de Prata de casamento do casal: Jaocindo Trindade de Camargo e Maria Aparecida Ribeiro Camargo.
1974 – 7 de setembro – Dia da Pátria – Festejando este dia, realizou-se o desfile dos alunos do Ginásio, presentes as autoridades civis, militares e religiosas, em frente da Igreja Matriz.
1975 – Dia 26 de julho: Foi realizada a festa em louvor de Nossa Senhora Aparecida na Capela da Vileta. Os festeiros foram os snrs. Lauro Bueno e Maria Lúcia Bueno.
1976 – Agosto – No dia 15 de agosto, Assunção de Nossa Senhora, realizou-se, na Capela do Cerrado, uma pequena procissão e, logo depois, foi rezada a Santa Missa em louvor de Nossa Senhora.
1977 – 13 de junho: festa de Santo Antonio, realizada na Capela da Areia Branca de Cima, constando de Missa e procissão à tarde.
1978 – Maio – Neste mês, já com a presença da Irmã Hilde, e com a presença da Irmã Zenaide, que vem colaborar no trabalho pastoral, o terço foi rezado em família e, aos sábados e domingos, as crianças e outros fiéis, em procissão pelo interior da Igreja, ofertaram flôres à Nossa Senhora Aparecida, deante de sua imagem, em altar, adrede preparado.
1979 – Mês de novembro de 1979: O acontecimento mais importante foi a despedida do Vigário, Pe. João Afonso de Morais, que rezou a missa pela última vez no dia 18 e depois se mudou para Tatuí, onde exerce a função de Capelão da Santa Casa. Agradecemos a dedicação de nosso antigo Vigário, durante quase 12 anos.
Pe. Ademar Bortoleto de Arruda / Pe. José Ernani Angelini
1980 – 1o. centenário de Guareí: No dia 16 de março, Guareí celebrou o 1o. centenário de sua emancipação política. Como parte importante das comemorações, a Paróquia organizou e realizou uma solene Eucaristia na Praça principal.
1981 – Capela do Abrigo “Bom Jesus”: Com a finalidade de uso da região do Asilo, a Paróquia fez uma reforma (telhado, forro, vidros, luz, pintura) na Capela do Abrigo “Bom Jesus”. Pretendemos reforçar o trabalho comunitário nessa região de nossa cidade. E a Capela será um bom local para reuniões e celebrações.
1982 – Movimento de Jovens: O grupo de jovens de Guareí (JUG ) há tempo tem sido uma força atuante na Paróquia. Muitos jovens de Guareí, através do JUG, encontraram um sentido correto para a vida e uma fé mais ligada com o seu dia-a-dia.
Pe. José Luiz Paillard
1983 – Não há registros referentes a este ano além do termo de posse do Pe. José Luiz Paillard
1984 – Não há registros referentes a este ano.
1985 – Reunião Pastoral: No dia 19 de outubro de 1985, a convite do vigário, reuniram-se na Casa Paroquial os senhores Antonio Melo Vieira, Eva Saldanha Vieira, Hermínio Carlos Vieira, Maria Ondina Barros, Neuza Maria Soares Castanho, Adão Carlos Vieira, José Luiz de Souza, Paulo César e Maria Aparecida.
Objetivo da reunião: o parecer da comunidade sobre algumas normas pastorais que futuramente seriam reunidas em um Diretório Diocesano.
1986 – Inauguração da Capela da Santa Cruz: Aos 09 de setembro, em reunião ordinária da Região Pastoral de Itapetininga, inaugurei e procedi à Benção da Capela de Sta. Cruz, na cidade de Guareí. (D. José Lambert, Bispo Diocesano de Sorocaba)
1987 – Bodas de Ouro do Padre Vigário: No dia 29 de agosto de 1987, na Igreja Matriz de São João Batista, foi celebrada uma Missa solene de ação de graças na comemoração dos 50 anos de sacerdócio do Pároco.
1988 – Conselho Administrativo: Aos 08 do mês de julho de 1988, o Conselho Administrativo reuniu-se na Casa Paroquial: Alcides Antonio de Oliveira, Miguel Mariano, Hermínio Carlos Vieira, Luiz Gonzaga Pinto, Airton Siqueira de Barros, Maria Ondina de Barros e Neusa Maria Soares Castanho.
Pe. Marcos de Morais
1989 – Meus amigos, encerrando esta reflexão, queremos deixar claro que temos as mais sinceras esperanças de que esta comunidade paroquial possa amadurecer de forma progressiva, ser Igreja preocupada com as necessidades do momento histórico em que vivemos, momento este que deve ser assumido por todos nós no plano da inter-relação complexa que envolve o homem de hoje.
1990 – Não há registros referentes a este ano.
Pe. Luiz Antonio Machado de Oliveira
1991 – No meu primeiro mês de Paróquia, quero colocar aqui a situação em que me encontro:
Na nossa Igreja Matriz, quando chove cai mais água dentro da Igreja do que fora. O dízimo não paga a metade dos salários dos(as) empregados(as). O salário do Padre foi decidido que seria conforme as normas da Diocese, de que fossem três salários mínimos; neste primeiro mês, precisei colocar dinheiro do bolso para cobrir as despesas. Cheguei a emprestar dinheiro da minha mãe para pagar o IPVA do carro. Lá se foi o que ganhei como presentes de ordenação e primeiras missas.
1992 – Agosto - Foi decidido pelos membros que formam o CPP que a estátua do Mons. Castanho e o púlpito serão doados pela Paróquia de Guareí ao Museu Arquidiocesano de Sorocaba. Essa decisão foi tomada visto que as peças (que têm um valor histórico significativo) estão em lugares inadequados, devido ao fato de nossa Paróquia, e mesmo a cidade, não ter local adequado para preservá-las.
Setembro – Também no mês de setembro foi comemorado o 2o. aniversário do grupo de jovens MEU (“Missionários Evangelizadores Unidos”). Foi organizada pelo grupo uma missa em ação de graças.
Outubro – O comunicativo Solidariedade ficará a cargo da Cildete, Cileny, Celso e Viviane, além da supervisão do Pe. Luiz. Todas as pastorais estão convidadas a dar suas contribuições com artigos e sugestões.
1993 – I Festa do Milho Verde: Foi um sucesso a “I Festa do Milho Verde”, promovida pela Equipe Administrativa e Clube de Mães, com a aprovação do CPP.
1994 – Março: No dia seis (06), na missa das oito horas, foi feita a abertura da catequese deste ano. A Igreja ficou repleta de crianças acompanhadas de seus pais e catequistas.
Pe. Renato de Góes Vieira
1995 – A comunidade ainda está muito entristecida com a partida do seu Pároco antigo, Pe. Luiz Antonio Machado, e um pouco assustada com o estilo do novo Pároco, Pe. Renato, um tanto brincalhão, não tão sério, o que deixa algumas pessoas um tanto assustadas. Devagar a gente vai conhecendo a realidade local e, ao mesmo tempo, vai percebendo onde se está pisando.
1996 – Mês de dezembro de 96: Neste mês, a comunidade vai mudando a feição, adquirindo um tom alegre, pelo aproximar-se do final do ano e das festas natalinas. Mesmo correndo pra cá e pra lá, às vezes sem saber o que se está buscando, é necessário parar um pouco, a fim de preparar o espírito e coração para a Festa do Menino Deus.
Pe. Pedro Luís de Oliveira Lima
1997 – Como a casa paroquial estava necessitando de várias reformas, após muita insistência do Padre, iniciou-se a reforma. Para angariar fundos para essa reforma, foi realizado um bingo beneficente no bairro do Rincão, a fim de cooperar com essa benfeitoria.
Foi feita também a restauração dos objetos sacros da Igreja: âmbolas, cálices etc.
Tivemos gastos extras também com o conserto do aparelho de som da Igreja.
1998 – Mês de julho: Neste mês, nós tivemos um dia muito especial, dia 19, que foi a posse do 1o. Bispo da Diocese de Itapetininga, D. Gorgônio Alves da Encarnação Neto.
1999 – Como decisão foi feita uma planta para uma nova Igreja e a maquete para demonstração ao povo, para assim iniciarmos campanha para a construção da nova Igreja.
Nós, o povo, estávamos felizes com a ousadia e coragem de construir uma nova Igreja aqui em Guareí, mas a planta e a maquete foram levadas para aprovação do Sr. Bispo e do Conselho de Presbíteros, e não foram aprovadas.
2000 – Dia 31 [de dezembro]. Estamos para entrar no 3o. milênio; entrar em paz, entrar com Jesus no nosso coração. A missa iniciou-se às 21 hs, tendo continuidade com a adoração do S.S. para a passagem do milênio. Cânticos e louvores a Deus, Rei do Universo.
2001 – Setembro, mês da Bíblia, o livro sagrado, que nos ensina a vivermos a Palavra de Deus. Em todas as missas foi feita a entrada solene da Bíblia, com cânticos e aclamações.
Pe. Narciso de Jesus Iori
2002 – Sempre refletindo o tema de minha ordenação, “estou no meio de vós como aquele que serve”, Lc 27,27. É neste sentido que busco sempre me aproximar das pessoas e servi-las de acordo com a vontade de Deus.
Pe. Élcio Roberto de Góes
2003
2004
2005
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