ELEIÇÕES EM GUAREÍ...ENTRE A RAZÃO E A EMOÇÃO

Com a abertura do ano que se inicia, mais precisamente do ano onde se elegerá o grande cacique, a coisa começa a ferver em nossa pitoresca aldeia...
Caciques começam a reunir as tribos e seus guerreiros e a forjar alianças em todas as direções para o grande embate que se aproxima...
Tribos de menor expressividade acreditam que chegou a hora;(e como diz a música -quem sabe faz a hora não espera acontecer) de surgir a grande virada no controle da aldeia...
Tribos que vivem na periferia da grande oca, juntam forças para o grande e definitivo ataque; e  inventam até um grito de guerra e bradam: ” chega de ser somente índios,  também queremos ser caciques”...
Por toda a aldeia, pinturas de guerra começam a ser feitas pelos bravos guerreiros, feiticeiros iniciam as cerimônias de vitória para sua tribo, conclamando os deuses das montanhas do Bandeirantes e das montanhas de um longínquo Planalto para que atuem em seu favor na peleja próxima...
A sabedoria dos antigos caciques nunca deixou faltar provisões a tribo, sua experiência na defesa da tribo sempre foi  realizada da maneira que somente velhos sábios sabem fazer, sempre com a  ajuda dos deuses das montanhas...
Por outro lado, jovens e impetuosos guerreiros, nem sempre  tão ligados ao místico como os antigos,  tem de assumir o controle da tribo em algum momento da vida da comunidade, sob pena de quando os mais velhos faltarem, não tenham as mesmas condições de proteger a tribo de intempéries e conflitos cotidianos...
O ideal, considerando o tamanho da tribo, seria ambos se unirem em um único objetivo, juntando a  razão e a emoção para o bem de toda a comunidade...

Um comentário:

Luiz Bueno disse...

Parabéns, muito oportuna, sábia e interessante, abraços