Conflitos de gerações... ou seriam conflitos de direitos.

Guareí vem passando pelos mesmos problemas que o resto do mundo contemporâneo passa...
Como em nenhum momento da história, gerações diferentes culturalmente de seres humanos estão convivendo no mesmo momento e se confrontam acirradamente em diversos aspectos...
Entretanto existe um conflito atual e pulsante que assola ao que parece todo o planeta terra, o som alto nos carros...
Do antigo “ 3 em 1” e do velho rádio instalado no painel do fusca e que tinha somente um falante ao lado do volante para se escutar o rádio em AM e ondas curtas, pois nem havia FM naquele tempo, somente ficaram as lembranças...
Qualquer  carro de hoje em dia, internamente e até na carroceria, se instalam equipamentos de som, que fazem tremer o chão “literalmente”...
Do ponto de vista dos donos dos veículos, que gastaram milhares de reais, estão reproduzindo o melhor som e a melhor música, acreditam  estar “ abafando”...
Do ponto de vista de quem é aborrecido pela altura do som  e qualidade duvidosas das músicas, a sensação de náuseas  e irritação são as principais dentre outras sensações experimentadas...
 Em nossa cidade a administração municipal muniu alguns agentes públicos de medidores de decibéis, e na mesma intensidade, os veículos muniram-se de mais alto falantes e subwofers...
 A razão para tanto “ barulho” é simples, a “ molecada” não tem onde “ curtir” um som em alto volume como é natural da idade...
O velho clube fechou e nada apareceu para substituí-lo, somente restaram as ruas e sua adjacências para onde se dirigem esses veículos para o desfile sonoro...
Em todo o mundo os antigos centros residenciais, cada vez mais se transformam em centros comerciais e junto vem toda a barulheira característica desse  segmento humano...
Bairros residênciais nascem e prosperam nos subúrbios das cidades justamente para que o ser humano por trás do trabalho diário cansativo e exaustivo do cotidiano, descanse e relaxe...
O centro dentre outras medidas pode transformar suas ruas em calçadões de trânsito exclusivo de pessoas, evitando os veículos “ parque de diversão”...
Guareí especificamente poderia construir calçadões em frente da igreja matriz,  na rua abaixo da praça, no trecho da rua São Paulo onde esta o Banco do Brasil, na frente da Igreja Presbiteriana até em frente a antiga tutti e em frente da atual prefeitura até a armazém do seu Miro...
Modernizar-se-ia o centro, os antigos moradores teriam “paz sonora” e ficaria mais ágil a circulação pelo centro administrativo, comercial e religioso da cidade...
Não existe problema insolúvel, apenas medidas acertadas para cada conflito e direitos confrontantes. 

Um comentário:

Rabix disse...

Creio que isso é um dos males da modernidade.Mas não fiquem pensando que é um previlégio só de Gaureí.Essa praga está em todos os lugares.Em cidades como Brasilia,tem uma área específica para a reunião dos manos. Na vizinha cidade de Itatinga é comum os cidadãos com veículos, circularem com o som nas maiores alturas a qualquer hora do dia e da noite.
Parece que o problema é mesmo,a falta de educação.