A febre das pesquisas eleitorais realizadas em época de eleições em todo território nacional teria algum efeito na hora da decisão do eleitor em votar em determinado candidato?
Todos nós conhecemos a figura do lendário “ voto útil “, que é aquele onde o cidadão vota no candidato com mais pontos na pesquisa...
A revelia de suas próprias convicções pessoais, o cidadão, “para não perder o voto”, cede aos encantos da pesquisa que coloca determinado fulano na frente do sicrano, para não amargar o sentimento de derrota no peito...
Se não fosse trágico, seria hilário, pois na maioria das vezes o eleitor se esquece de suas próprias prioridades, e quanto mais exposição do candidato no topo da pesquisa, mais será lembrado...
Mais quais são os interesses da população,quais os serviços melhor avaliados e quais os que merecem melhoria, quais as propostas do candidato a frente nas pesquisas, quem serão os vereadores eleitos que darão base a sua administração...
Convicção no candidato e suas propostas, nas pessoas que são na vida cotidiana quando não estão concorrendo a um cargo eletivo; são parâmetros iniciais para a definição do seu voto consciente...
Afinal, a exemplo de campeonatos de futebol onde jogam diversos times em fases preliminares e na final restam apenas dois, ninguém passa a torcer por outro clube “ só porque ele foi para a final”, nos mantemos torcedores fiéis ao clube do coração, e guardamos a camisa preferida do time para o próximo campeonato...
Uma consciência tranqüila de quem votou por convicção pessoal, com seus candidatos a frente ou não, sempre é a melhor decisão para a democracia.

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